“A crise tem rosto de mulher.” A frase dita no discurso do Secretário-Geral da ONU sintetiza o panorama atual das mulheres na América Latina.1 Sabemos que elas foram as mais afetadas durante a pandemia e que, também por isso, temos novos desafios quando falamos em mitigar a desigualdade de gênero.
No Brasil, as mulheres ficaram ainda mais expostas à crise durante a pandemia. A participação delas no mercado de trabalho brasileiro caiu, chegando a 45,8% no terceiro trimestre de 2020, o nível mais baixo desde 1990, segundo dados mais recentes divulgados pelo Ipea.2 Isso se deve, de acordo com o estudo, ao fechamento de creches e escolas e à dificuldade de acesso às redes de apoio informais de cuidado com as crianças, como parentes e vizinhos.
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