A taxa de ocupação hospitalar é um indicador que demonstra qual a relação entre o total de leitos ocupados pela quantidade de disponíveis em um período predeterminado. Seu resultado é fator crítico da sustentabilidade hospitalar e tem relação com o gerenciamento de leitos.
O índice será um percentual. Se ficar acima de 100%, mostra que o hospital depende continuamente de leitos extras. Portanto, é necessário ampliar as opções disponíveis ou otimizar o uso dos leitos existentes por meio da redução da permanência dos pacientes. Caso fique abaixo disso, sinaliza que a instituição tem uma estrutura necessária para a demanda.
Devido a suas características, a taxa de ocupação hospitalar é essencial na sustentabilidade econômica e está atrelada a um trabalho de redução de desperdícios no sistema de saúde. Ela pode ser medida em última instância pela redução da permanência e pelo aumento da experiência do paciente. Assim, temos as condições perfeitas para a entrega de valor em saúde.
A questão que surge é: como otimizar o gerenciamento de leitos hospitalares e garantir bons resultados? Neste post, vamos trazer algumas dicas para alcançar esse patamar. Veja!
1. Faça um bom planejamento
Todas as ações e as mudanças realizadas no dia a dia do hospital devem ser bem planejadas. O ideal é conhecer a situação atual e avaliar os objetivos e as metas. Além disso, é importante conferir a equipe e os recursos necessários e disponíveis.
Por isso, é necessário atentar aos dados. É importante, por exemplo, avaliar a sazonalidade e a necessidade de atender a uma população diversa ao longo do ano. No primeiro caso, dois bons exemplos são a gripe e a dengue, que aumentam no inverno e no verão, respectivamente. Em ambos os casos, a estrutura necessária é diferente.
Considere, ainda, os dados retroativos para analisar o histórico. A partir disso, é possível fazer previsões. Ainda existem modelos que simulam o impacto das mudanças no fluxo do sistema. O importante é usar uma plataforma de gestão de saúde que evite os desperdícios. Assim, o potencial de melhoria da qualidade assistencial é ainda maior.
2. Controle dos indicadores de eficiência do uso do leito
A gestão depende de dados para saber quais decisões tomar. Os indicadores sinalizam o caminho mais seguro a seguir. Afinal, como afirmou o teórico de gerenciamento da qualidade William Edwards Deming, “não se gerencia o que não se mede”.
Ao definir objetivos e determinar os indicadores, é possível monitorar os resultados e verificar se eles estão ou não trazendo o retorno esperado. O propósito é ter informações valiosas sobre o desempenho do hospital, da operadora e da equipe médica, e aumentar a entrega de valor.
Em situações de altas taxas de ocupação hospitalar, com “overbook”, e que podem trazer impactos à vida das pessoas por restrição de acesso, o ideal é avaliar os indicadores que aumentam o giro e melhoram a gestão dos leitos. É necessário adequar o tempo de permanência hospitalar àquela adequada ao tratamento seguro. Entre as possibilidades de indicadores estão:
- taxa de ocupação: mede a média de pacientes internados por dia e a capacidade operacional do hospital;
- média de permanência: relaciona o total de pacientes internados por dia em determinado período e a quantidade de óbitos, altas ou transferências no mesmo intervalo de tempo;
- índice de rotatividade: representa o uso do leito hospitalar em determinado período;
- intervalo de substituição: consiste no tempo médio de desocupação de um leito entre a saída de um paciente e a admissão de outro.
3. Use a tecnologia para melhorar a gestão hospitalar
A tecnologia traz dados precisos para o gestor e ajuda a definir as estratégias mais eficientes. O propósito é entregar resultados assistenciais de qualidade com controle de desperdício e melhoria da experiência do paciente. Assim, é possível entregar um cuidado baseado em valor (ou value-based healthcare, em inglês).
Com uma plataforma de governança clínica, a gestão de saúde é baseada em valor. Os dados assistenciais e econômicos são transformados em informações, o que permite:
- reduzir os desperdícios do sistema de saúde;
- ter um modelo remuneratório baseado em valor;
- controlar a sinistralidade;
- alcançar a sustentabilidade econômica do sistema de saúde;
- focar a segurança do paciente;
- predizer os recursos e os resultados;
- melhorar o desempenho da organização;
- avaliar a qualidade do serviço prestado;
- usar de forma eficiente o leito hospitalar.
Em relação ao uso do leito hospitalar, a plataforma de saúde baseada em valor do DRG Brasil mensura a entrega de valor levando em consideração a complexidade e a criticidade dos pacientes. Dessa maneira, a permanência de internação dos pacientes é adequada ao tempo necessário ao tratamento, fundamentado na maior base de internações avaliadas do Brasil.

4. Organize o fluxo de entrada dos pacientes cirúrgicos eletivos
Uma situação relativamente comum é a de ter muitos pacientes cirúrgicos eletivos em espera pelo procedimento. Como surgem os atendimentos de emergência, aqueles pacientes menos prioritários geralmente precisam aguardar e ocupam um leito de forma desnecessária, aumentando a permanência hospitalar, que deve ser reduzida sobretudo em cenários de altas taxas de ocupação hospitalar.
Um bom gerenciamento dos leitos é fundamental para o funcionamento do hospital. O foco deve ser o maior uso possível sem implicar riscos para os pacientes, sejam eles emergenciais ou cirúrgicos eletivos. Ao efetivar a entrega de valor, esse é o propósito alcançado.
5. Gerencie o tempo em todas as etapas
Essa prática também tem relação com os indicadores, mas inclui especificamente os prazos de cada uma das etapas para desocupar o leito e garantir que ele esteja pronto para o próximo paciente. Avalie:
- tempo médio de internação;
- tempo de alta;
- tempo de liberação do leito para higienização;
- tempo médio de higienização;
- composição do leito.
Novamente, todos esses fatores são controlados com a ajuda da tecnologia. Ao fazer isso, o primeiro dos 4 alvos assistenciais é assegurado. A ineficiência do uso do leito hospitalar tem problemas geralmente relacionados a:
- eventos assistenciais intra-hospitalares adversos;
- ausência de continuidade no cuidado após a alta e falta de resolutividade da atenção primária e secundária. Com isso, a internação é prolongada;
- burocracia nas relações entre hospital, médico e operador do sistema de saúde, o que gera lentidão nos processos assistenciais;
- modelo remuneratório hospitalar e do médico, que deixa de incentivar a produtividade do leito hospitalar;
- limitações sociais do paciente e sua família;
- judicialização, que faz do hospital de agudos um centro de cuidados paliativos.
Com essas 5 dicas, o gerenciamento dos leitos hospitalares é otimizado e você tem acesso a dados precisos — basta utilizar a plataforma de gestão em saúde DRG Brasil. Ao fazer isso, a gestão hospitalar se torna mais eficaz e o foco dos cuidados de saúde é o paciente. Assim, é gerada a saúde baseada em valor para os cidadãos brasileiros. Gostou de saber sobre esse indicador e como otimizá-lo? Assine nossa newsletter e receba mais informações no seu e-mail.