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Produções Científicas

II Anuário da segurança assistencial hospitalar no Brasil – Propondo as prioridades nacionais

Autoria: Tania Moreira Grillo Pedrosa, Renato Camargos Couto, Breno Augusto Duarte Roberto, Paula Balbino Daibert, Ana Cláudia Abreu, Matheus Laini Leão Gênero: Estudo Especial Ano de publicação: 2018 Publicado por: Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) Resumo: Justificativa: O tema da segurança do paciente é considerado mundialmente de extrema relevância frente aos impactos expressivos […]

Grupo IAG
07/01/2020
Autoria: Tania Moreira Grillo Pedrosa, Renato Camargos Couto, Breno Augusto Duarte Roberto, Paula Balbino Daibert, Ana Cláudia Abreu, Matheus Laini Leão

Gênero: Estudo Especial

Ano de publicação: 2018

Publicado por: Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS)

Resumo: Justificativa: O tema da segurança do paciente é considerado mundialmente de extrema relevância frente aos impactos expressivos - em especial no ambiente hospitalar - na morbimortalidade dos pacientes, no sofrimento das famílias e profissionais envolvidos, além da determinação de altos custos assistenciais. Entender a magnitude do problema e seus determinantes é de fundamental importância para a construção de políticas e programas que sejam efetivos na redução de eventos adversos assistenciais, aumentando a segurança do paciente e tornando o sistema de saúde mais eficaz e eficiente.

Métodos: Estudo com grupos paralelos multicêntricos, constituindo-se em uma coorte histórica, avaliando o risco de morte e de prolongamento no tempo de permanência hospitalar em pacientes expostos a eventos adversos graves relacionados à assistência hospitalar. A amostra final foi composta por 445.671 pacientes e 182 hospitais distribuídos em 13 estados brasileiros. Foram realizadas análises estatísticas descritivas e estudo pareado considerando-se instituição, data da internação, Diagnosis Related Groups (DRG), sexo, faixa etária, sistema de saúde (saúde suplementar ou pública), e para recém-nascidos idade gestacional e peso de nascimento. Aplicados o teste t de Student para amostras dependentes e teste de Qui-Quadrado de McNemar para diferenças entre os pares de indivíduos, considerando probabilidade de significância inferior a 5% (p < 0,05), com intervalo de confiança de 95%. Para se determinar a fração de óbitos preveníveis, após o cálculo do risco relativo (RR) foram especificadas as frações atribuíveis (FA) e as frações atribuíveis à população (FAP). Os eventos adversos graves foram classificados de acordo com a classificação proposta por Griffin (IHI, 2009).

Resultados: A mortalidade intra-hospitalar geral foi 5,3% no SUS e 2,2% na saúde suplementar (SSup) com permanência média de seis dias no SUS e 3,5 dias na SSup. A prevalência de pacientes com eventos adversos gerais foi de 6,4% no SUS e 7,1% na SSup, com mortalidade 22,8% e 12% respectivamente; a prevalência de eventos adversos graves foi 1,9% no SUS e 1,4% na SSup, com mortalidade 37% (RR 1,9) e 28,8% (RR 2,1) respectivamente; o aumento no tempo médio de permanência determinado pelos eventos adversos graves foi 16,4 dias no SUS e 10,5 dias na SSup (p<0,001 quando comparado com os controles). Os recém-nascidos prematuros e os idosos >65 anos foram as populações com maior prevalência de eventos adversos graves (p<0,001 quando comparado com os controles). A incidência de óbito foi acima de 20% em pacientes expostos a um dos grupos de evento adverso grave: endocardite infecciosa; choque, exceto séptico e anafilático; septicemia e choque séptico; úlcera por pressão (grau 3 ou 4); insuficiência respiratória aguda; aspiração pulmonar; mediastinite; insuficiência renal aguda; pneumonia; meningite; e infecção relacionada a dispositivo intravascular. A fração da mortalidade atribuível aos eventos adversos graves que é prevenível (FAP), entre os pacientes com óbito determinado por estes eventos, foi 30,5% no SUS e 36,1% na SSup. Conclusões: Após análise exploratória, foi identificado na análise univariada e por pareamento que pacientes com evento adverso grave relacionado à assistência hospitalar se associavam a maior mortalidade e permanência intra-hospitalar do que aqueles sem eventos adversos ou eventos adversos gerais. Aproximadamente 30 a 36% dos óbitos determinados por eventos adversos graves podem ser prevenidos. Estabelecer políticas e programas de segurança do paciente com direcionamento para as populações de maior risco e eventos adversos graves mais prevalentes contribui para a maior efetividade destes programas, redução do sofrimento das pessoas, redução dos custos assistenciais e aumento na disponibilidade de leitos hospitalares.

LINK: https://www.iess.org.br/cms/rep/Anuario2018.pdf