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Clipping IAG

Preservar a segurança do profissional de saúde é investir na segurança do paciente

Grupo IAG Saúde
03/09/2020

Cada membro do ciclo de cuidado tem responsabilidade nessa luta.

  O ano de 2020, afetado globalmente pela disseminação rápida e dolorosa do novo coronavírus, enfatizou a importância de os países terem equipes de saúde fortalecidas, bem estruturadas, saudáveis e atuantes. Ancorada nesse cenário de pandemia que vivemos desde o primeiro mês do ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que o setor utilize o Dia Mundial da Segurança do Paciente – comemorado em 17 de setembro – para estimular o conceito de que preservar a segurança do profissional de saúde é investir na segurança dos pacientes (1).     Além de incentivar os países a aderirem à causa, a Organização reforça que todos os envolvidos no ciclo de cuidado, ou seja, desde o paciente que busca atendimento até parlamentares e pesquisadores, são diretamente responsáveis e podem exercer papeis muito importantes nessa luta.    

Como cada um pode contribuir?

A OMS reforça que a união de todos fará a diferença nessa campanha. Assim, lista como cada membro do ciclo de cuidados pode contribuir com o fortalecimento da segurança do profissional de saúde como pré-requisito para a segurança do paciente:  
  • Profissionais de saúde – Quem atua no setor deve sempre investir em treinamento e conhecimento, auxiliando na construção de um ambiente de trabalho onde a cultura da segurança seja fortalecida. Além disso, é importante que todos esses profissionais conheçam seus direitos e deveres.
  • Parlamentares e organizações diversas – Garantir, por meio da legislação, que a segurança dos profissionais de saúde seja mantida e priorizada é indispensável para que todos os atos tenham base legal e para que a fiscalização seja eficiente. Capacitar esses profissionais, inclusive incluindo temáticas como ética e compliance nesses treinamentos, estimula um ambiente de trabalho seguro.
  • Gestores e administradores – Quem está na liderança de instituições de saúde deve investir na criação da cultura de segurança não punitiva, ou seja, que permita um diálogo aberto e transparente para que todos os envolvidos se sintam acolhidos para relatar falhas, erros, incidentes e problemas. Além disso, é indispensável a promoção de programas de capacitação para que todos estejam sempre muito alinhados às melhores práticas e que as instituições garantam os recursos necessários, inclusive no que tange aos equipamentos de proteção individual, para a manutenção da segurança e saúde dos profissionais.
  • Estudantes e pesquisadores – O meio acadêmico tem alta relevância no desenvolvimento de estudos e pesquisas – e de novos indicadores – que mostrem o impacto da segurança do profissional de saúde na segurança dos pacientes, até mesmo para embasar cientificamente novas políticas e ações. Além disso, desenvolver metodologias de capacitação profissional, principalmente à distância, se faz necessário.
  • Pacientes e comunidade – Além de apoiar campanhas que promovam a atenção à rotina dos profissionais de saúde – como vimos acontecer mundo afora com o reconhecimento e os aplausos aos trabalhadores que estão na linha de frente do combate à COVID-19 – é papel das comunidades. Além disso, o paciente deve sempre ser muito claro e verdadeiro no fornecimento de suas informações de saúde nos atendimento e precisa estar engajado no autocuidado, ou seja, saber quais as atitudes corretas para a prevenção de doenças e seguir as recomendações em casos de tratamentos e acompanhamentos de doenças crônicas para melhorar sua qualidade de vida e seu prognóstico.
  • Associações, organizações e sindicatos – O elo com os governos municipais, estaduais e federais torna essas instituições membros muito importantes da campanha de fortalecimento da segurança dos profissionais de saúde. Além de entender a real situação de cada categoria profissional, estimular políticas e apoiar os trabalhadores, essas entidades também podem atuar como fiscalizadoras para checar se as regulamentações estão sendo de fato cumpridas.
  • Indústria e setor privado – Pesquisa, desenvolvimento e inovação partem muito do setor privado que pode trabalhar para ampliar a segurança dos profissionais de saúde. Durante a pandemia de COVID-19 o mundo observou que as cadeias produtivas tinham ampla relevância no controle da pandemia por garantirem a circulação regular dos materiais e equipamentos necessários para que esses trabalhadores pudessem desempenhar suas atividades com segurança.
   

Expostos a riscos

Os profissionais de saúde estão diariamente muito expostos em sua rotina. O ambiente hospitalar, por exemplo, está repleto de riscos que, mesmo reduzidos pelas boas práticas em biossegurança, existem e podem ser classificados em cinco grupos (2):
  • FÍSICOS: ruído, vibração, radiação ionizante e não-ionizante, temperaturas extremas e pressão atmosférica anormal.
  • QUÍMICOS: agentes e substâncias químicas (sob a forma líquida, gasosa ou de partículas e poeiras minerais e vegetais) comuns nos processos de trabalho.
  • BIOLÓGICOS: vírus, bactérias e parasitas geralmente associados ao trabalho em hospitais e laboratórios.
  • ERGONÔMICOS E PSICOSSOCIAIS: decorrentes da organização e gestão do trabalho, como, por exemplo, da utilização de equipamentos, máquinas e mobiliário inadequados que levam a posturas e posições incorretas; locais adaptados com más condições de iluminação, ventilação e de conforto para os trabalhadores; trabalho em turnos e noturno; monotonia ou ritmo de trabalho excessivo, exigências de produtividade, relações de trabalho autoritárias, falhas no treinamento e supervisão dos trabalhadores.
  • MECÂNICOS E DE ACIDENTES: ligados à proteção das máquinas, arranjo físico, ordem e limpeza do ambiente de trabalho, sinalização, rotulagem de produtos e outros que podem levar a acidentes.
    É o que também é conhecido como o conjunto dos riscos ocupacionais. Segundo a OMS (3), considerando não somente os profissionais de saúde, mas os trabalhadores de forma geral, problemas de saúde relacionados ao trabalho resultam em perdas econômicas que chegam a 6% do PIB nacional, sendo que iniciativas de saúde nos locais de atuação podem auxiliar na redução de até 27% do absenteísmo por licença médica.     Isso sem mencionar que desafios como calor, ruídos, contato com produtos químicos perigosos, manuseio de máquinas e estresse psicológico, levam a doenças ocupacionais que inclusive agravam outros problemas de saúde.    

Capacitar para proteger

A campanha da OMS lembra que a adoção de estratégias multidisciplinares é indispensável. E, em todos os aspectos, reforça que a capacitação e o treinamento são pilares fundamentais. A ampliação de conhecimento, segundo a entidade, deve ser estimulada em todas as frentes. Os profissionais devem ser proativos buscando informações e capacitação, as instituições devem promover cursos, os acadêmicos devem desenvolver em alternativas de treinamento, principalmente à distância, e os formuladores de políticas também precisam compreender que manter times bem capacitados é sinônimo de garantir a segurança desses trabalhadores.      

Fonte: Leia a matéria na íntegra no Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP).

Créditos da Imagem Destacada: Paciente - imagem criada por freepik - disponível em br.freepik.com.

Esta publicação em nada reflete a opinião ou conhecimento pessoal da Presidência, da Diretoria ou da equipe do Grupo IAG Saúde, sendo seu caráter, unicamente informativo, não sendo utilizada para fins comerciais.

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OBS: LINHAS 40 e 54