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Produções Científicas

Impacto econômico e assistencial das complicações relacionadas à internação hospitalar

Autoria: Paula Balbino Daibert; Renato Camargos Couto (Orientador) Gênero: Dissertação de Mestrado Ano de publicação: 2015 Publicado por: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Resumo: Trata-se de estudo caso controle para determinar o impacto econômico e assistencial das condições adquiridas hospitalares. O impacto econômico foi avaliado através do tempo de permanência hospitalar e o impacto […]

Grupo IAG
07/01/2020
Autoria: Paula Balbino Daibert; Renato Camargos Couto (Orientador)

Gênero: Dissertação de Mestrado

Ano de publicação: 2015

Publicado por: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Resumo: Trata-se de estudo caso controle para determinar o impacto econômico e assistencial das condições adquiridas hospitalares. O impacto econômico foi avaliado através do tempo de permanência hospitalar e o impacto assistencial através da mortalidade. Os pacientes foram pareados por instituição hospitalar de atendimento, categoria de DRG utilizando o sistema DRG Brasil®, idade, sexo e peso ao nascimento se recém nascido. A coleta das condições adquiridas foi dupla, uma retrospectiva e outra prospectiva, realizada pelos codificadores do DRG e pelos serviços de segurança assistencial e controle de infecções hospitalares. A coleta das demais variáveis foi retrospectiva e única, ocorrendo em 3 hospitais que somam 500 leitos e atendem a

saúde suplementar. São hospitais de alta complexidade, certificados ISO 9001 sendo 2 acreditados ONA nível 3. O estudo se deu nos anos de 2102 a 2014. As informações foram coletadas por leitura de prontuários por uma equipe supervisionada que avaliava a consistência dos resultados e corrigia as inconsistências. Foram incluídos 57.215 pacientes sendo 2.281 casos com condições adquiridas e em 1887 foi possível parear com controles. O impacto econômico das complicações foi mensurado pelas variações de permanência. Foi usado Teste qui-quadrado de McNemar e o Teste T de Student, sendo que os resultados foram considerados significativos para uma probabilidade de significância inferior a 5% (p < 0,05). As condições adquiridas ocorreram em 4% dos admitidos sendo o tempo de permanência médio dos pacientes sem condições adquiridas ou controles de 9,1 ± 14,0 enquanto o paciente com condições adquiridas ou casos, realizou tempo médio de permanência de 18,8 ± 25,6 dias. Consideramos o tempo médio decorrido entre a admissão hospitalar e a ocorrência da condição adquirida no grupo caso (7,6 + 21,3) e o tempo médio de permanência hospitalar do grupo controle (9,1 + 14,0) (p=0,008), excluindo óbitos. As complicações relacionadas a internação ocorrem em média no momento da alta determinando o prolongamento da internação e sugerindo a relação de causa e efeito entre as condições adquiridas e o prolongamento da internação. As complicações consumiram 10,3% de todo o recurso assistencial da população estudada levando em conta apenas o uso dos leitos. Generalizando para os custos da saúde suplementar determinam um desperdício da ordem de R$ 3,296 bilhões tendo como base o ano de 2012. Encontramos também uma diferença estatisticamente significativa em relação à evolução para óbito. Pacientes com condições adquiridas ou casos evoluíram para óbito em 23,7% e pacientes sem condições adquiridas ou controles em 7,1% (p < 0,05). A mortalidade foi 333% maior nos casos e ocorreram 166 óbitos a mais para cada 1000 pacientes com condições adquiridas.

LINK: http://blog.iagsaude.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ANEXO1_Dissertac%CC%A7a%CC%83o_Paula_Daibert.pdf