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Produções Científicas

Avaliação da produtividade de hospitais brasileiros pela metodologia do Diagnosis Related Groups

Autoria: José Carlos Serufo Filho; Renato Camargos Couto (Orientador) Gênero: Dissertação de Mestrado Ano de publicação: 2014 Publicado por: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Resumo: Os gastos dos diversos países em saúde e no Brasil consomem ao menos 15% da arrecadação municipal e 12% da estadual. Gerir esses investimentos de maneira satisfatória torna-se grande […]

Grupo IAG
07/01/2020
Autoria: José Carlos Serufo Filho; Renato Camargos Couto (Orientador)

Gênero: Dissertação de Mestrado

Ano de publicação: 2014

Publicado por: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Resumo: Os gastos dos diversos países em saúde e no Brasil consomem ao menos 15% da arrecadação municipal e 12% da estadual. Gerir esses investimentos de maneira satisfatória torna-se grande desafio. Desenvolvido nos anos 80, para o governo norte-americano, o Diagnosis Related Groups (DRG) constitui sistema de classificação de pacientes que relaciona os tipos de atendimento com os recursos consumidos, possibilitando medir e comparar custos e produtividade hospitalar. Metodologia: Trata-se de estudo transversal avaliando a produtividade de hospitais brasileiros pela metodologia do Diagnosis Related Groups, e compará-la aos hospitais que vendem serviços ao governo americano, ajustada por produto DRG, distribuída nos percentis, sendo as variações encontradas denominadas variações de produtividade. A unidade de custo usada para comparação foram os dias de uso do hospital necessários ao tratamento. Foi avaliada a relação entre a mediana do tempo de internação e complexidade produtiva de cada produto assistencial DRG, medido pelo peso do produto na composição do Casemix (Coeficiente global de ponderação da produção). Foram analisados 145.710 relatórios de altas de 117 hospitais usando a categorização DRG do governo norteamericano em sua versão 31.0 (MS-DRG) e para compatibilizado com sistema de codificação Brasileiro de procedimentos TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) e SUS (Sistema Único de Saúde) empregou-se o software DRG Brasil®. Resultado: O sexo feminino ocorreu em 63,9% da população, e idade média de 42,8 anos. Comparando distribuição idade, sexo e motivos de internação encontramos um perfil semelhante aqueles das populações que se internam nos hospitais do SUS e na saúde suplementar. Nos pacientes clínicos 78% e nos cirúrgicos, 52,6% apresentaram pelo menos um diagnóstico secundário. A produtividade dos hospitais estudados é 39,6% menor que a dos hospitais americanos no percentil 50. Quando comparamos as medianas de tempo de internação ajustadas por tipo de produto DRG encontramos uma produtividade do tratamento cirúrgico 3,8% menor que a produtividade dos hospitais americanos e produtividade do tratamento clínico 86,3% menor que a produtividade dos hospitais americanos no percentil 50. O peso da complexidade assistencial de cada produto apresentou correlação positiva com o tempo mediano de permanência hospitalar para internações clínicas (p=0,001; R2=28,2) e cirúrgicas (p=0,001; R2=49,6) mas explica apenas parcialmente a relação. Conclusões: A produtividade hospitalar é menor que americana sendo pior para os tratamentos clínicos. As causas da baixa produtividade no presente estudo podem ser explicadas apenas parcialmente pela complexidade determinada pelas variáveis biológicas o que aponta uma grande oportunidade de melhoria de produtividade pela melhoria dos processos do sistema local de saúde. O aumento de produtividade hospitalar é uma oportunidade de melhoria de uso de recursos no sistema de saúde nacional.

LINK: https://www.iess.org.br/cms/rep/joscarlosserufofilho_si2cylwt.pdf